Charmoso. Impulsivo. Irresponsável. Esse é o bipolar vivido pelo ator Richard Gere no filme "Mr. Jones". Impossível resistir aos seus encantos. Ele joga charme em uma garota, caixa de um banco onde é correntista. Beija uma mulher no meio da rua, romanticamente, e sai correndo. Se arrisca se equilibrando em uma viga na obra onde trabalha, a vários metros de altura, e diz que pode voar. Mas suas crises de depressão são tão intensas quanto seus momentos de euforia. Para um leigo, Jones pode parecer por um excêntrico. Mas na verdade suas "excentricidades" são sintomas claros do transtorno bipolar do humor, uma doença que atinge em média uma em cada cem pessoas.
Na cena que o Lendo a Bula escolheu para ilustrar a reportagem desse mês, Jones sobe ao palco durante a execução da nona sinfonia de Beethoven, causando espanto de músicos e da platéia. Ele está em um nítido estado de euforia característico do transtorno. Richard Gere protagoniza sem dúvida, uma das cenas mais bonitas de sua carreira.
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